Wednesday, May 12, 2010

A SEPARAÇÃO DOS CLIENTES DO BANCO DO BRASIL

Agora tem jardim, mobiliário novo e moderno, novas cores, no coração do Moinhos de Porto Alegre, porta de segurança discreta e tratamento especial.
Tem e tem mais: uma submarca no seu portfólio: Estilo. Azul, na mesma tipologia da marca mãe. A
sub-marca do Banco do Brasil foi criada para separar simbolicamente os clientes com maior poder aquisitivo,ou investidores como fez também o Itau e Bradesco, dentre outros. Fez também a Artefacto, conhecida marca de móveis do segmento A, criando a loja e Linha Basic para a classe B. Essas e outras marcas são alvo da reacomodação simbólica das classes de consumo no Brasil. As fábricas de Bento Gonçalves vão pelo mesmo caminho. 26% da Casa Cor é visitada por mulheres da classe B, espaço marcadamente A.
A Colombo Premium da Colombo. A, B e C agora voam no mesmo avião, sentam no mesmo apertado espaço, mas, entram primeiro, ganham mais milhas e tem salas VIPs. As companhias estudam a volta da classe executiva para vôos nacionais? Talvez esse seja o próximo passo nessa escalada de valores e posses das classes ABC.
Essa separação simbólica dos clientes precisa estar sustentada pela base física da marca, identidade, personalidade e outras dimensões para produzir na percepção do consumidor uma real sensação desses valores. Alinhados puxa a cotação mercantil da marca para cima e desalinhados para baixo. Quanto mais coerente uma marca, maior o seu valor de mercado.

No comments: